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Minho

A cultura da vinha tem remotas tradições na região dos Vinhos Verdes. As mais antigas referências que se conhecem da existência de produção de vinho nesta região remontam à época romana.

No entanto, a menção mais antiga conhecida ao Vinho Verde data de 1606, num documento passado pela Câmara do Porto.

No passado, algumas zonas da região destacaram-se, em termos de qualidade, na produção de vinhos. Entre outras, referem-se as de Basto e da Ribeira do Tâmega, de Monção e da Ribeira Lima.

Destas duas últimas partiram as primeiras exportações destes vinhos para Inglaterra, efectuadas a partir do porto de Viana, no início do Séc. XVI.

Em 1908, são estabelecidos os limites geográficos da Região dos Vinhos Verdes, através da atribuição da respectiva demarcação, pela Carta de Lei de 18 de Setembro, considerando-se uma das mais antigas regiões vitivinícolas reconhecidas em Portugal.

Esta região estende-se por todo o Noroeste do país, na zona tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho. Tem como fronteiras a Norte o rio Minho (que separa a região da Galiza espanhola), a Este e a Sul zonas montanhosas que constituem uma barreira natural com as zonas do país mais interiores, com características mais mediterrânicas, e, por último, o oceano Atlântico que constitui o seu limite a Poente.

Quanto ao tipo de solos, a maior parte desta região assenta em formações graníticas constituindo excepções duas estreitas faixas que a atravessam no sentido NW-SE, uma do silúrico, onde aparecem formações carboníferas e de lousa, outra de xistos do arcaico. Apresentam uma textura arenosa e franco arenosa, pouca profundidade, acidez elevada e são pobres em fósforo e ricos em potássio.

A cultura da vinha no Minho tem características únicas. As suas formas de condução desenvolvem-se frequentemente a uma altura considerável do solo. A vinha em bordadura é, por tradição, uma cultura associada ao milho de regadio (Primavera-Verão) e à cultura de forrageiras anuais (Outono-Inverno).

Os sistemas de armação variam consideravelmente dentro da região. É ainda hoje possível encontrar bordaduras em forma de ramadas, bardo, arejões ou enforcado, variando a altura entre um escasso meio metro e os seis a sete metros, apoiadas neste último caso em tutores vivos constituídos por árvores (castanheiro, choupo ou plátano).

A condução moderna, possibilitando já a mecanização dos trabalhos, baseia-se em várias modalidades de cordão ou de cruzeta.

O VQPRD «Vinho Verde» caracteriza-se por possuir um conjunto de factores muito específicos que definem a sua tipicidade. Efectivamente a «agulha», a frescura, e os aromas intensos nos vinhos brancos, tal como a juventude de sabores particulares nos vinhos tintos, conferiram a este vinho capacidades dignas do reconhecimento desta Denominação de Origem, não só para os VQPRD como também para as «Aguardentes Bagaceiras e de Vinho» da Região dos Vinhos Verdes.

Foi também alargado o reconhecimento desta Denominação de Origem ao Vinho Verde Espumante e ao Vinagre de Vinho Verde.

Foi ainda reconhecida a possibilidade de os vinhos rosados usufruírem da Denominação de Origem "Vinho Verde».

A riqueza desta região não se limita às DOC. Há outras potencialidades, sendo uma delas a exploração dos Vinhos Regionais «Minho».

Estes vinhos pretendem também alcançar grandes níveis de qualidade, tendo a possibilidade de apresentar características físico-químicas e sensoriais diferentes ou de serem elaborados com outras castas.

Interessa referir que a área de produção do Vinho Regional «Minho» coincide geograficamente com a área de produção da Região Demarcada dos Vinhos Verdes.

De referir ainda que a Portaria n.º 28/2001, de 16 de Janeiro, reconheceu as seguintes nove sub-regiões para os produtos abrangidos pelos Estatutos da Região Demarcada, que podem ser utilizados como complemento da Denominação de Origem:

"Amarante", "Ave", "Baião", "Basto", "Cávado", "Lima", "Monção", "Paiva" e "Sousa".